A volta das torcidas e o ano de Galo e Cruzeiro - por Luiz Henrique Freitas -10/11/2025 – 23h21
Torcidas de Atletico e Cruzeiro em jogo no Mineirão
A volta das
torcidas e o ano de Galo e Cruzeiro
A temporada do futebol brasileiro vai
se encaminhando para o fim. Restando poucas rodadas para o término da Série A
do Campeonato Brasileiro, Atlético e Cruzeiro já fazem as contas e projetam o
futuro para 2026.
O Cruzeiro teve um ano quase
espetacular. Depois de temporadas frustradas, chegou a sonhar e ficou muito
perto de disputar o título. Não conseguiu, mas terá uma vaga direta na Copa
Libertadores, torneio que não disputava desde 2019.
Copa do Brasil;
um sonho real
Com a chegada do técnico, Leonardo
Jardim, nascido na Venezuela e criado em Portugal (ele tem dupla cidadania), o
time azul decolou e surpreendeu o país do futebol, se tornando uma das melhores
equipes do campeonato.
Com investimento e planejamento, a
torcida comemora a boa campanha e pode sonhar com o sétimo título da Copa do
Brasil. O Cruzeiro e semifinalista. Se passar pelo Corinthians, estará na
final, em dezembro.
Atlético cresce
na reta final
O Atlético teve um ano mais difícil.
Patinou no Brasileirão, esteve perto do rebaixamento, mas se recuperou com a
volta do técnico argentino Sampaoli. Com vitórias seguidas, a torcida está mais
tranquila e aliviada.
O trunfo do Galo é a Copa
Sul-americana. O alvinegro está a uma vitória de conquistar o título. No sábado, 22/11, o Galo joga a vida contra o
Lanús, da Argentina, em partida única. Será em Assunção, no Paraguai.
Caravanas de torcedores mineiros vão
invadir o estádio Defensores del Chaco para ver Hulk, que completou 500 gols em
jogos oficiais, e seus companheiros, na disputa para trazer a taça à sede de
Lourdes. A confiança é grande.
O Atlético já venceu o Lanús na
disputa da Copa Conmebol, precursora da atual Sul-Americana. Foi em 1997. No
primeiro jogo, na casa deles, o Galo começou perdendo, mas acabou goleando por
4 a 1. No final, os jogadores foram cercados no alambrado e houve muita
pancadaria. O técnico da época, Emerson Leão, apanhou tanto que teve de fazer
enxerto no rosto para reparar as lesões. O time alvinegro não se intimidou. No
jogo da volta, no Mineirão, o placar foi de 1 a 1 e o Atlético levantou a taça.
Agora tenta repetir a façanha.
Duas torcidas?
De olho no ano que vem, as diretorias dos dois clubes começam a se articular para uma questão importante: a volta das duas torcidas nos clássicos. É que termina em 2025 o acordo de torcida única nos jogos dos rivais.
Uma partida de futebol com duas
torcidas é um grande espetáculo. Tudo fica melhor, mais vibrante, colorido,
competitivo, com emoção em alta.
Enquete constata
resultado preliminar
Eu decidi fazer uma enquete informal,
no sábado e domingo, (08 e 09 nov.), em grupos de WhatsApp. Perguntei se o
participante era a favor ou contra a volta das duas torcidas no clássico. O
Instituto Oráculo de Pesquisa e Consultoria reuniu os resultados. Vamos aos
números:
Total de respostas: 140.
|
Respostas |
% |
|
Sim,
apoio a volta de duas torcidas nos clássicos de MG |
68,6% |
|
Não, não
apoio a volta de duas torcidas nos clássicos de MG |
30,7% |
|
Não
sabe, não tenho opinião formada sobre o tema |
0,7% |
O Instituto Oráculo também apresentou uma análise do resultado da enquete.
( confira ao final )
A torcida fala
Acho importante trazer a opinião de quatro torcedores que participaram da enquete. Eu quis saber porque votaram sim ou não para a volta de torcidas rivais. Vamos às respostas:
SIM – a favor
Meu nome é
Marcelo Fontes; sou servidor público e defendo a ideia de que os jogos de
Cruzeiro e Atlético devem ser realizados com a presença das duas torcidas no
estádio, porque proibir as duas torcidas de frequentarem o mesmo espaço público
é decretar a falência do Estado. A segurança pública deve ser testada em
momentos como esse e a razão única de existir do Estado é garantir a liberdade
de ir e vir dos cidadãos. Nas faz o menor sentido separar as duas torcidas.
Punir os excessos e garantir a ordem, esse é o papel do Estado.
Marcelo
Fontes na Arena MRV ( foto arquivo pessoal )
SIM – a favor
Willian Duarte
– bancário e bibliotecário
Entendo que a segurança e bem-estar mútuo devam surgir primeiro numa conversa desse teor. Mas o misticismo, paixão e memórias em um jogo com duas torcidas é algo inexplicável. O clima no estádio... a emoção é totalmente diferente. Acredito que se houver organização e segurança, tanto no antes como no pós-jogo, e também dentro do estádio, deve-se pensar em partidas com essa dualidade. O esporte agradece!
Willian Duarte e
a filha Maria Cecília em jogo do Cruzeiro (foto arquivo pessoal)
NÃO – sou contra
Fernanda
Bouchardet – advogada e bibliotecária
A questão é
que a Arena do Galo é visada pela torcida do Cruzeiro. Eles depredaram muito no
último jogo que teve torcida mista. Quebraram os banheiros. Colaram adesivos do
Cruzeiro em pilastras, portas, vasos sanitários, etc. Quebraram as catracas,
meteram os pés nas paredes, urinaram no chão, nas paredes. Foram centenas de
torcedores. Os seguranças do Atlético foram agredidos e ameaçados. É uma
torcida famosa por baderna e confusão. Quebra-quebra é com eles mesmo.
Pura
inveja porque não têm estádio. Já a torcida do Atlético fica de boa no Mineirão
que, apesar de pertencer ao governo estadual, a torcida do Cruzeiro acha que é
deles.
Talvez eu
concorde, mas o valor dos ingressos tem que ser alto. Alto mesmo. Com essa
obrigação de passar pela identificação facial e CPF no ingresso.
Fernanda
Bouchardet na torcida do Galo (foto arquivo pessoal)
NÃO – sou contra
Menote Caires - aposentado
Na minha opinião,
a segregação das torcidas veio pelo fato do aumento da violência nos estádios. Como
o Ministério Público não tem condição de manter a segurança dos torcedores, veio
a decisão de permitir somente uma torcida para manter a lei e a ordem. Somente
uma torcida tem vários fatores: primeiro manter o bem-estar dos fãs; segundo,
cortar custos na segurança pública e também tem a que não há um número suficiente
de pessoal para manter a ordem; e terceiro, os clubes ficam com a renda dos ingressos
somente para eles, individualmente.
Essa violência
vem muito de estado para estado. No Rio de Janeiro, por exemplo, as torcidas se
misturam e não tem problemas.
Em um
pensamento mais realista, o que falta para algum torcedores e educação e bom
senso. Por esses motivos eu prefiro que os clássicos em Minas continuem com uma
só torcida.
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Confira agora o resultado e análise completos da enquete:
Enquete realizada nos dias 8 e 9 de novembro, em grupos de WhatsApp, com foco em esporte, majoritariamente no estado de Minas Gerais.
Enquete de respostas únicas, sem estratificação de gênero, idade, escolaridade ou renda.
Total de respostas tabulação e únicas 140.
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Respostas |
% |
|
Sim,
apoio a volta de duas torcidas nos clássicos de MG |
68,6% |
|
Não, Não
apoio a volta de duas torcidas nos clássicos de MG |
30,7% |
|
Não sabe
, Não tenho opinião formada sobre o tema |
0,7% |
Relatório analítico
Houve uma importante aprovação na volta de duas torcidas em jogos do clássico (Atlético x Cruzeiro) em Belo Horizonte
Mais de ⅔ dos entrevistados apoiam o retorno de jogos com torcida de times rivais.
Menos de 1/3 dos entrevistados são contra a volta de torcidas conjunto nos clássicos mineiros.
Instituto Oráculo de Pesquisa e Consultoria
Aldanny
Guimarães Rezende – Publicitário e CEO da Oráculo
E você?
Depois de ler tudo isso, agora é a sua vez de se preparar para essa questão que tomará conta dos torcedores de Cruzeiro e Atlético nos próximos meses.
Eu revelo, agora, o meu voto: SIM, sou a favor das duas torcidas; com segurança, biometria
facial, educação, civilidade, paixão e diversão!
(Leia e compartilhe com amigos, amigas e nos grupos das redes sociais. Um abraço!)
lubacomunica.com.br
(31)982733644
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