“ E o Oscar vai para …” por Luiz Henrique Freitas - 01 de março de 2025 - 22h44
Familia Paiva, em projecão do longa "Ainda estou Aqui " . ( foto LH)
Vou começar dando um aviso: não sou crítico de cinema e pouco entendo da sétima arte. Assim como o futebol, o melhor é ver e curtir o que está sendo apresentado, no gramado e na telona, com cores incríveis e um som espetacular.
Dito isso, o que vou dizer agora sobre os filmes que concorrem ao Oscar, neste domingão, com transmissão ao vivo na tv, não tem pé nem cabeça, e não faz sentido, mas são impressões de quem viu cinco indicados.
Minha estratégia, nessa semana, foi tentar ver os que eu considerei mais perto da estatueta banhada a ouro. Vamos às minhas impressões.
Os 5 que eu escolhi
- Conclave - Um filme muito bom com tramas e política que realmente acontecem em uma escolha papal. Filmado em um estúdio da Itália, recria a Capela Sistina em detalhes. O figurino é próprio dos cardeais. Deve levar alguma estatueta, mas não a de melhor filme.
- A Substância - Surpreendente. Um filme gore terror de boa. Parece um videoclipe nervoso, com muita cor e closes. O final não é tão legal, mas é difícil agradar 100% em 140 minutos de projeção. Tá desculpado. Demi Moore apostou no roteiro e aparece nua o tempo todo aos 60 anos. Não fala muito. Sorri pouco. Tem os dentes perfeitos. Está muito no páreo para melhor atriz e filme.
- Duna 2 - Vi apenas o resumo. Já não tinha gostado do 1. Acho lento, com muita areia, muito amarelo na tela e confuso. Sem chance. E olha que gosto de filmes de ficção.
- Anora - Esse é elétrico e foi o que mais prendeu minha atenção. Você fica ligado o tempo todo na história do meninão russo, rico, que passa férias nos Estados Unidos e se casa com uma garota de programa. Tem muita chance ser o escolhido se os dez mil profissionais, que votam no Oscar, quiserem ter um bom filme no topo da lista sem criar saia justa.
- Ainda estou aqui - Nossa! O que dizer? Deixei para ver no último dia antes da premiação e explico. Filmes e documentários sobre a ditadura militar no Brasil me deixam revoltado e triste. Respirei fundo e fui.
É um filmaço da Globo Filmes e do Walter Salles. Minha irmã, Kathia Elizabeth, me disse que, ao assistir, eu me lembraria muito da nossa infância, da nossa casa. E foi mesmo. Tinha vitrola, discos de vinil, pratos de vidro marrom nas refeições e até uma filmadora Super 8, que a família Paiva tinha e que passou na minha mão por alguns dias, emprestada por um amigo do meu irmão.
Foi legal ver a reconstrução dos anos 70, auge da ditadura, da forma como aconteceu. Os colecionadores de carros antigos emprestaram suas máquinas para compor o cenário das filmagens. Adorei ver uma câmera Rolleiflex fazer uma foto da família da Eunice Paiva, que teve sua vida, do seu marido e de seus filhos, dilacerada pelos militares golpistas.
Aplausos e alerta
Ao final da sessão em que eu estava, houve aplausos e eu falei: “ Alguém aí quer uma ditadura novamente neste país?” Tinha um menino com sua mãe na poltrona atrás de mim. Eu perguntei quantos anos ele tinha: “ Dez”, respondeu a mãe. Eu disse que ele já ia aprendendo os horrores de uma ditadura militar. O filme tem classificação de 14 anos.
Fernanda Torres está espetacular em sua atuação. Já ganhou o - Globo de Ouro - como melhor atriz. Torço por ela novamente.
Brasil terá primeiro Oscar
Como não assisti aos dez indicados para melhor filme, vou dar meus palpites apenas com os cinco acima, em três categorias. E O Oscar vai para:
Melhor filme internacional: - Ainda estou aqui -.
Melhor atriz: Demi Moore.
Melhor filme: - Anora -.
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