Empate justo? - por Luiz Henrique Freitas 31/03/2024 - 12h13

 

Clássico movimentado abre finais do Campeonato Mineiro

( foto Flickr Atlético ) 

Respondendo ao título: sim. O Galo começou o clássico desse sábado passeando em campo. Na sua casa, recebeu o Cruzeiro para a primeira partida da final do Campeonato Mineiro de 2024. Nos estaduais é assim. Parece que a competição começa só mesmo nas semis e finais. Os jogos de fases não empolgam os torcedores.

Goleada?

O Atlético tinha caixa para fazer quatro gols ou mais no primeiro tempo, já que o Cruzeiro mudou o jeito de jogar entrando com três zagueiros. Essa formação celeste não deu certo e abriu espaço para o adversário golear. Duas bolas entraram no gol de Rafael Cabral.

Com dois a zero no placar, o Galo achou que poderia ampliar na segunda etapa. Só que não. O técnico azul, Larcamón, que gosta de assoviar (ou assobiar? Tanto faz pela definição do dicionário) com o polegar e o indicador, em forma de círculo, dentro da boca ( como eu fazia quando era criança rs, depois aprendi a assoviar sem usar os dedos; ele? Ao que parece não…) mexeu na formação do seu time que dominou a segunda etapa podendo golear também.  Fez só dois e o bom clássico terminou empatado em dois a dois. 

Favorito?

Um detalhe chamou a atenção. Os jogadores alvinegros parecem ter perdido o fôlego na etapa final, ao contrário dos adversários. Isso faz muito diferença. Quando se está cansado, o erro aparece com facilidade. O estreante técnico Milito, por não conhecer o Galo, só mexeu quando faltavam quatro minutos para o final e quase que a vaca foi para o brejo. Se quiser vencer o adversário no próximo domingo, terá que tirar um coelho da cartola. Já o Cruzeiro, que joga por um empate, ou dois resultados iguais, terá uma leve vantagem, com torcida única, em um Mineirão lotado.

O jornalista, originalmente de política e poeta, Carlos Barroso, me enviou a visão dele sobre o jogo: “ Esse Jemerson é um azarão, não pode ficar no Galo, mesmo salvando um gol. E que o Hulk é um herói, um salvador e um craque, mas só tem dois neurônios. O Tico e Teco dele é muito fraco. Ele faz falta por trás, empurrando com o cotovelo o adversário, vai reclamar do juiz pra levar cartão amarelo e quase sai do jogo e da final. Isso já aconteceu dezenas de vezes. Não tem cura. Não tem cura. “

Páscoa e esperança alvinegra


Enfim, o ovo de Páscoa do cruzeirense será mais doce do que o do atleticano. E tem mais. O Cabuloso está escrevendo uma história indigesta para a nova Arena do Galo. Em três jogos disputados lá, venceu dois e empatou um. O Atlético tem mais uma chance de vencer o rival, em casa, neste ano. Será no Brasileirão, quando os dois vão se enfrentar. Acho melhor poupar o Jemerson deste confronto. 


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