No meio da massa! - por Luiz Henrique Freitas - 16/04/2023 - 22h15


Torcida do Galo dá show em jogo de abertura do Brasileirão

( foto flickr do Atlético )

Depois de pouco mais de três anos voltei a acompanhar um jogo do Atlético na arquibancada do Mineirão. Foi nesse sábado à noite contra o Vasco, um time que acabou de subir da Série B.


O que eu ouvi:


“Fica tranquilo! Estamos atrás dos flanelinhas. Pode ficar parado aí de boa!”

( Ao estacionar o carro, de um guarda municipal, com aquela farda preta, imponente, com colete a prova de bala, cheia de bolsos, algemas, gás de pimenta, arma de choque e não sei mais o que eles levam ali.) 


“ Pi, pi, pi, segue em frente motorista “.  

( De um agente de trânsito, bem na entrada do Mineirão, com aquele capacete que parece um penico na cabeça.)


“ Ok, entra!”

( De um funcionário da MIna Arena, quando eu furei a fila, enorme, para entrar no setor Vermelho Inferior. Ele abriu a grade depois que eu disse: “ Sou prioridade.”)


“ De costas!” 

( Do funcionário que fez a revista em mim, na roleta de entrada. Felizmente não fui barrado rs. ) 


“ Nossa, que cheiro de bacon!” 

( De uma funcionaŕia que também fazia o controle das catracas. Realmente estava um cheiro delicioso vindo da barraca bem próxima dali.)


“ Sou eu, sou eu, sou Galoucura de coração!”

( De uma das torcidas mais apaixonadas do planeta! )

 

“We will rock you” - do Queen, antes do anúncio empolgado  e vibrante da narradora que apresenta os guerreiros do Atlético para a batalha da noite. Essa música tem um solo de guitarra sensacional. Recomendo ouvir.  Taí o link:

https://www.youtube.com/watch?v=-tJYN-eG1zk


Zaracho e Hulk são os mais aplaudidos quando aparecem no telão. Pena que não renderam no jogo de estreia. 


O que eu vi:

A massa seguindo rumo ao estádio, uniformizada, com camisas de diversas épocas, e bandeiras enroladas no corpo. 

Uma boa organização no fluxo de pessoas e funcionários educados que trabalhavam na logística da partida, dentro e fora do estádio. 

Dois telões de qualidade, um em cada lado do campo, com imagens ótimas. 

Nas arquibancadas, pessoas de todas as idades vibrando com o jogo. Ao meu lado tinha uma família com pelo menos quatro gerações ( vovôs, filhos, netos e bisnetos). 

Dois amigos cinquentões com vários copos gigantes de cerveja na mão ( cabe quase um litro de chope em cada um) oferecendo para outras pessoas em volta.  Um deles fazia as dancinhas da moda e não estava nem aí para o jogo. Nem olhava o que estava acontecendo no gramado. 

A Galoucura dando um show,  cantando os 90 minutos e o estádio indo junto. Jovens ao meu lado, soltavam a voz e mexiam os braços nos cantos e refrões que embalavam a equipe em campo. 

Na minha frente, vi o Éverson pedir apenas um homem na barreira e falhar no primeiro gol do Vasco. Logo depois veio o segundo em um apagão do time alvinegro, nos dez minutos iniciais. O Galo voltou para o jogo ao marcar um gol ao final da primeira etapa. 

Ali de perto deu para ver bem as falhas do Atlético, que só atacou pelo flanco direito no primeiro tempo. Ficou claro a ineficiência no meio-campo e no lado esquerdo. Na segunda etapa, com as mudanças do técnico Coudet, o time melhorou um pouco, mas a estreia foi de derrota por dois a um para o Vascâo, um time com poucos recursos que deve brigar no meio da tabela, e olhe lá. 

Após o jogo, nos meus ouvidos, os torcedores diziam:

“ O Rubens não deveria ter voltado do intervalo.”

“ O Paulino) não jogou nada.”

“ O goleiro do Vasco foi o melhor em campo. “

Foi a melhor partida do ano do meu time!”, disse Coudet na entrevista. Então é isso? 

Repercussão bem-humorada

Pessoas que entendem de futebol, muito mais do que eu, analisaram o  resultado como sendo "normal" para uma estreia no Brasileirão. Fiz prints da tela do meu celular, em um dos grupos de whatsapp em que publico os textos.








Casa Nova


Foi bacana voltar ao Mineirão depois de mais de mil dias e estar no meio da massa. No mesmo dia da derrota para o Vasco, o clube centenário inaugurou seu estádio, a Arena MRV, um sonho para qualquer torcedor.  Vai ser uma loucura assistir aos jogos do Galo na casa nova, umas das arenas mais modernas da América Latina. 


Vale ressaltar que o jogador que fez o gol do primeiro título de Campeão Brasileiro não foi convidado para a festa. Dario, o Peito de Aço, ficou de fora. O que houve Menin? Explica aí. 


Bola para fora, mas não valeu


Um dos ídolos das antigas do Galo, Vavá, Campeão do Gelo, aos 94 anos,  perdeu o pênalti na inauguração da Arena MRV. Mas ele pode perder quantos quiser, pois escreveu parte do hino. 


Mesmo com o chute para fora, o narrador gritou golllllllll em alto e bom som kkkk.  Estranho. Será que ele não estava olhando para o campo e foi no automático? No clima da brincadeira, arrumaram um VAR, Vavá cobrou novamente e fez, assim como diversos ex-jogadores alvinegros. 


Paixão em alta 


Eu imaginava uma inauguração, tão importante, com um jogaço do Galão com um adversário famoso, internacional. Talvez aconteça no segundo semestre quando a bola rolar pra valer, já que faltam alguns ajustes. O staff deve tomar as precauções no jogo de estreia para não dar ruim rs. Vai que perde…


Enfim, foi uma festa inicial. Muitas outras virão assim como alegrias e tristezas. No caminho de ida para o estádio, parou um desses carros grandes ao meu lado. Dois meninos que estavam no banco de trás, tinham os olhos alegres, tranquilos e estavam felizes em ir a um espetáculo de futebol. No fim, não importa se é vitória ou derrota. A paixão se renova para a próxima partida. 



( Leia e compartilhe com seus amigos e amigos. Um abraço! ) 


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