O grito que vai atravessar o mundo - por Luiz Henrique Freitas - 08/11/2021 - 15h
Torcida do Galo bate recorde no Mineirão
( foto flickr Galo )
Não importa o preço do ingresso. Pode ser 20, 40, 100, 200 reais ou mais. Mesmo sem grana, o torcedor do Galo paga o preço que for para ir ao estádio empurrar o time nessa reta final do Campeonato Brasileiro. Se é fim de mês ou início e ele ainda não recebeu o pagamento do patrão, não importa. O atleticano se vira, pede emprestado, vende o que pode, faz empréstimo, deixa de abastecer o carro, dá bolo na namorada ou namorado ou gasta menos no fim de semana para estar no Mineirão porque quer ser testemunha ocular da história do Atlético que está sendo escrita diante dos seus olhos. E isso vale muito a pena!
O torcedor, que aprendeu torcer contra o vento, embalado pelo que disse o saudoso Roberto Drummond, quer presenciar tudo de perto para ter cravado na memória, no coração, no corpo inteiro, esse momento mágico que se aproxima, cada vez mais, de ver seu time no lugar mais alto da tabela e poder gritar Campeão, ou Bicampeão depois de exatos 50 anos. O grito está bem guardado após várias decisẽes em que que o Galo foi prejudicado por arbitragens irresponśaveis, regulamentos estranhos, cartolagem ou porque não foi melhor que os adversários. Agora se prepare: quando o grito sair da garganta de milhões de alvinegros, será ouvido do outro lado do mundo, atravessará montanhas, rios, oceanos e chegará à atmosfera terrestre se espalhando por toda a parte. Todos conhecerão o sentimento desse torcedor diferenciado, que tem a paixão correndo pelas veias e que espera há décadas por esse momento. Não importa a idade, desde os pequenos, até os mais jovens e experientes, o que se passa na atualidade é como um turbilhão. Vem crescendo a cada jogo e quando menos se espera, o momento chegará e será como uma explosão de paixão contida, revoltada, sofrida, amargurada que se transformará em êxtase!
Nesse domingo, 60 mil torcedores vestidos de preto e branco, lotaram o Mineirão para ver de perto Atlético e América, o clássico local famoso no início do século passado e que volta a ter força com o declínio do time azul. Eles deram um espetáculo nas arquibancadas e sorriram, sorriram muito com a magra vitória do Galo por um a zero. Não é o placar que importa agora. São os três pontos que mantêm a distância para os adversários. Faltam 8 jogos mas o sonhado título pode vir antes. Está chegando!
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