Apesar da Covid, a alegria voltou aos estádios de futebol - por Luiz Henrique Freitas - 03/11/20221 - 23h35
Jogadores do Galo comemoram gol sobre o Grêmio
( foto - Minas Arena )
Ao chegar ao supermercado de uma grande rede próximo à minha casa, perguntei onde estavam o papel e o álcool para limpar o carrinho de compras. A atendente disse que ia ver. Voltou do escritório dizendo: “ Moço, não tem papel, acabou. Só mesmo aquele álcool em gel no dispenser.” Eu perguntei se a pandemia havia acabado e ela ficou com cara de paisagem.
As coisas estão mudando, mas é preciso cuidado, ainda. Nesse clima de mudança, o Mineirão teve recorde de torcedores no jogo contra o Grêmio com 56 mil pagantes. Eu perguntei aos colegas que foram cobrir a partida se tinham visto algum tipo de controle na entrada de torcedores e se estava sendo exigido comprovante de vacina, PCR, máscara ou alguma outra coisa. O cronista, Guilherme Reis, me respondeu: “ Cobram o uso da máscara na hora de entrar. Teste eles só pedem o papel mas não verificam nada, assim como comprovante da vacina. “ A prefeitura liberou carga máxima de ingressos depois que mais da metade da população recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Em todo o mundo, os especialistas recomendam maior flexibilização depois que 80% das pessoas estejam vacinadas.
Apesar de tudo, a noite é de festa no gigante da Pampulha. Nas estatísticas, o Galo tem quase 90% de chances de ser o campeão brasileiro. Para ter o título por antecipação, precisa vencer pelo menos cinco das nove partidas restantes. É difícil? Talvez, mas os adversários diretos precisam de muito mais e isso deixa o atleticano mais confiante.
O Grêmio começou melhor, meteu duas bolas na trave mas foi o Galo que fez um a zero com o argentino Zaracho, reverenciado pela torcida. Campaz empatou para os gremistas. O chileno Vargas entrou no lugar de Hulk e fez o gol da vitória em um pênalti muito bem cobrado. O técnico Cuca vibrou com a torcida que se negava a deixar o estádio nesse dia histórico, que colocou o futebol em seu devido lugar, com festa e alegria nas arquibancadas lotadas, um ano e sete meses depois que os portões foram fechados. A alegria voltou!
( Crônica de livre compartilhamento )
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