Nem rock, nem tango - por Luiz Henrique Freitas - 13/07/2021 - 22h49
O atleticano esperou muito por este 13 de julho, Dia Internacional do Rock. Ele viu a Copa América sem graça, curtiu a Euro, viu seu time avançar no Brasileirão, mas o que interessava mesmo, era a partida de hoje contra um dos maiores clubes da Argentina, o Boca Juniors. Ao final do embate, o que se quer ouvir é um belo rock’n’roll e não um tango argentino.
A competição está nas oitavas, mas para muitos, eliminar o Boca, é quase carimbar o passaporte para chegar à final da Libertadores. Esse quase Brasil x Argentina, pode ser uma revanche à derrota da Seleção para Messi e companhia, no sábado passado. Os mineiros têm o apoio dos torcedores do River Plate, o maior rival do Boca. Eles vibraram nas redes sociais após o sorteio que definiu o confronto.
Sem torcida no lendário La Bombonera, o Galo tem mais chances, eu diria. Na internet, a informação é que o formato retangular e apertado, o mesmo de uma caixa de bombom, deve-se ao pouco espaço destinado à construção. No terceiro anel da arquibancada, pintada de azul e amarelo, cores do Boca, o torcedor tem que olhar para baixo se quiser ver o que acontece no gramado. Se a apaixonada La 12, a torcida local, estivesse presente, seria muito complicado.
O primeiro tempo foi aberto com leve predomínio do Atlético. O Boca equilibrou e teve um gol anulado pelo VAR. A checagem durou sete minutos. Coisa de futebol sul-americano. A temperatura subiu e houve muita reclamação. Depois do intervalo, o jogo ficou truncado e feio. Com o empate em zero a zero, não se ouviu rock, nem tango. O ritmo ficou para terça que vem, no Mineirão, na partida de volta. Eu já escolhi a minha música: é um rock pesado!
( Crônica de livre compartilhamento )

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