Bom com os pés, Everson classifica Galo na Libertadores - por Luiz Henrique Freitas - 20/07/2021 - 22h40
O surpreendente goleiro Everson
( Foto: flickr Atlético )
Hoje tem Brasil x Argentina e é decisão. Do lado de cá, o representante
é o Atlético de Hulk e cia. Do lado de lá tem o Boca, o queridinho da
Libertadores, que já conquistou a taça seis vezes. Ser o preferido da
competição, significa ter certo apoio dos cartolas e da arbitragem. Tipo o
seguinte: se houver um pênalti contra o Boca aos 40 minutos do segundo tempo,
dificilmente o árbitro marca. No Brasil, é mais ou menos o que acontece nos
jogos de Flamengo e Corinthians. Por isso, o Galo tem que jogar muito e fazer
mais de um gol se quiser um pouco de segurança para avançar. Para ver a força
dos argentinos, na partida de ida, no Bombonera, o Boca fez um gol em um lance
polêmico. Depois de sete minutos de análise, o gol foi anulado. Pressionada, a
Conmebol suspendeu o árbitro de campo e do VAR por tempo indeterminado.
A torcida do Galo fez aquele foguetório durante a noite para atrapalhar
o sono dos argentinos. Pouco adiantou. Quem já se hospedou no Hotel Ouro Minas,
um cinco estrelas de Beagá, sabe que dentro dos apartamentos não se escuta nada
por causa do vidro duplo das janelas. Quem passar para as quartas de final
embolsa R$ 7,6 milhões e vai pegar outra pedreira argentina: River Plate ou
Argentinos Juniors. Mais à frente pode trombar com Palmeiras e Flamengo. Tem
jogo fácil? Bom que seja assim. Quem avançar vai se preparando para o Mundial
de Clubes rs.
O gramado do Mineirão nos fez passar vergonha. Escorregadio e soltando
pedaços atrapalhou as jogadas. O Atlético foi pra cima e deixou nervoso o
treinador do Boca, Miguel Ángel Russo. Elegante, de blazer e sapato social, ele
gritou muito mascando um chiclete sem parar. Haja dente meu amigo! Cuca passou
gel no cabelo para melhorar o visual. Com um agasalho do Galo que todo torcedor
sonha em ter, ele pressionou o quarto árbitro em um primeiro tempo igual.
O segundo foi quente. O Boca fez um gol em uma falha grotesca do goleiro
Everson. Na checagem do VAR, uma confusão se armou com empurra-empurra entre
jogadores e comissões técnicas. O gol foi anulado. A decisão foi para os
pênaltis. O goleiro Everson pegou duas cobranças. Em um final surpreendente,
ele, que é bom com os pés, foi o escolhido para a cobrança final, a mais
importante. Em um chute perfeito, no alto, ele fez o gol da classificação e
desabou no gramado em emoção. Termino essa noite feliz para os atleticanos com
uma frase do comentarista do Fox Sports;” Nem dois goleiros pegariam essa
cobrança do Everson!”
(Crônica de livre compartilhamento)

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